Por Marcela Manochio
Psicóloga · CRP 06/120952
Publicado em 28/02/2018 · Atualizado em 15/07/2026
Para os pais, conversar com criança não é tão fácil assim. Descubra 6 táticas para falar sobre qualquer assunto
A família possui um papel importante no aprendizado e no processo de desenvolvimento da personalidade da criança.
Os psicólogos aconselham que, para que este desenvolvimento aconteça, é necessário antes seguir algumas regras básicas de aprendizado.
Conversar com criança não é um problema
Primeiramente deve-se desfazer o embaraço de enfrentar determinadas situações que, às vezes, são tabus para os próprios adultos, como sexualidade, drogas, violência e relacionamentos, ansiedade e depressão.

Quando os pequenos começam a questionar tudo é uma fase divertida pelo fato de vermos o interesse natural sobre o mundo e as coisas. Porém, os interrogatórios intermináveis podem se tornar verdadeiras enrascadas para os pais.
É difícil falar encontrar pais que não passaram por situação apertadas como estas. Trabalhamos algumas questões como guia para auxiliar a lidar com difíceis. Por isto, deixamos 6 táticas sobre como e quando conversar com criança, a respeito de qualquer assunto:
1. Use histórias
Quando se referir a alguma situação em específico, não fale diretamente sobre as elas. Crie e invente histórias que se aproximem em algum sentido com a vida das crianças.
Uma estratégia interessante é expressar a intenção da conversa em terceira pessoa, mas podendo referir-se a ela.
2. Toda situação é uma oportunidade
Observar as reações em qualquer situação pode abrir uma brecha para uma fala importante. É conveniente usar as chances que podem despontar para uma abertura de conversa, como por exemplo, ao ver um filme que aborde cenas de violência ou sexo.
Os pais podem atuar como se fossem interpretar o que está acontecendo de forma a fornecer conhecimento e não apenas suscitar o lado passivo e espectador, isso colabora, inclusive, com a inteligência emocional do indivíduo. Neste momento, deve-se ter o máximo de tato ao empregar palavras e expressões certas.
Outro momento, pode ser na leitura de uma revista ou livro, alguma situação na rua etc. O importante é revelar sempre os dois sentidos, o lado bom e o lado ruim e, claro, sempre na linguagem representativa da criança.
3. Não mude de conversa
Seja claro. Omitir não é mentir, mas sempre esclareça os fatos com honestidade. Crianças não são tão ingênuas. Por isso, evite mudar de conversa sobre determinado assunto que pareceu ser interessante para elas.
Ao se desviar de conversas, com certeza, em algum momento ela irá questionar aquela situação de forma inesperada. É preferível antecipar e trabalhar os temas do que ela procurar indevidamente em outro momento.
4. Ensine a respeitar
Nos ambientes familiares e das amizades é normal que apareça piadas e chacotas naturalizadas. Muitas vezes, as piadas se transformam em bullying no futuro. Preste atenção na reação das crianças.
Cuide das palavras como ofensas e caçoadas antes de falar, sem julgar. Infelizmente, a maioria das piadas possuem um alto teor de sexualidade que seus filhos ainda não estão preparados para interpretar e compreender o conteúdo da mesma forma.
Naturalizar conceitos é gerar conflitos internos posteriormente.
5. Como dizer “não”
Nem todos os pais sabem lidar com o “não”. Ainda mais em nossa moderna sociedade em que valores tradicionais estão sendo suplantados por outros. No entanto, respeito e educação são diferentes de autoritarismo.
A criança que permanece muito tempo junto com outras mais “agitadas”, tendem a influenciar negativamente as escolhas e pressões em relação aos pais.
6. Estar disponível
Este ponto é muito importante. Os pais andam cada vez mais atarefados e deixam as questões mais importantes para serem “resolvidas” na escola, na creche, na TV ou por outros meios não confiáveis.
Crescer em um ambiente em que há familiaridade para discutir temas é muito saudável para as crianças. O adulto verá que conversar com criança se tornará mais fácil se estiverem presentes, pois não serão substituídos no momento que as crianças precisarem.
Assim, não dizer nada é a brecha para que situações inesperadas possam ocorrer, pois o caminho foi deixado aberto. Para alguns psicólogos, nunca é muito cedo para falar sobre temas tabus com crianças.
Não há necessidade de desenvolver grandes explicações maduras e científicas,. Apenas compense a pergunta com uma resposta simples e satisfatória.
Outra coisa importante: antes de conversar com criança, tenha compreensão sobre o tema na sua mente, mesmo que talvez não possua total instrução. A intenção é o valor mais importante.
Se não souber responder, não aja com nervosismo ou irritabilidade, pois são reações contraproducentes. Talvez deixe para responder em um tempo depois, explicando-lhe que irá também procurar uma resposta ideal. Assim, não tentará forçar e obrigar a aceitar a sua opinião sobre tudo, mesmo que esteja errada.
Conversar com criança pode ser realmente algo difícil de fazer, mas com certeza dará excelentes frutos para o amanhã.
Quando os psicólogos, na terapia infantil aconselham os pais a conversar com criança, é neste sentido que o processo terapêutico começa. Ninguém nasce sabendo. Preparar para a vida é uma grande tarefa e desafio e conversar com criança faz parte disso.
Psicólogos para Orientação de Pais
Veja os psicólogos especializados em Orientação de Pais no formato de terapia online por videochamada e também consultas presenciais em São Paulo:
-
Gabriela AssisCRP 06/219159
Consultas presenciais
Consultas por vídeoRealiza especialização em TCC-Terapia Cognitivo Comportamental e é pós-graduada em Neurociência com formação complementar pela PUC Campinas. Sua prática clínica é baseada em abordagens contemporâneas, ideal para adultos e casais com demandas relacionamento, ansiedade, questões profissionais...
Valor R$ 275(R$ 150 a 1ª consulta)
Posso ajudar comCarreiraAutoconhecimentoFobiasSíndrome do PânicoTerapia de Casalpróximo horário:
Consulte os horários -
Letícia LopesCRP 06/168484
Consultas presenciais
Consultas por vídeoA psicóloga Letícia Lopes é graduada em Psicologia pela Universidade Paulista, possui formação em TCC (Terapia Cognitivo Comportamental) pelo CETCC; pós-graduada em Psicopatologia e Saúde Mental pelo CEPPS e Mentoria em TCC com Anna Polak...
Valor R$ 275(R$ 150 a 1ª consulta)
Posso ajudar comAutoconhecimentoFobiasSíndrome do PânicoOrientação de PaisLGBTQI+próximo horário:
Consulte os horários

Autor: Psicóloga Marcela Garcia Manochio - CRP 06/120952Formação: Formada há mais de 10 anos pela Universidade de Franca, especialista em Psicoterapia Psicanalítica, membro do Núcleo NEOTA, possui experiência em atendimentos de adultos e terapia de casal, com foco em demandas como transtornos de ansiedade, relacionamentos, conflitos profissionais, depressão...
Outros artigos com Tags semelhantes:
- Medo de Ter Filhos: Causas e Como Lidar em Casal
Para alguns casais, ter filhos ao longo do casamento é algo comum e faz parte do fluxo natural da humanidade, considerando até “estranhos” aqueles que optam por não ter filhos. [...]
- Comportamento na Adolescência: Como os Pais Podem Ajudar
Todas as alterações hormonais que ocorrem durante a adolescência levam o indivíduo a uma série de mudanças comportamentais, que precisam ser entendidas por ele mesmo e, principalmente, pelos pais, irmãos, [...]
- Como lidar com ataques de birra do seu filho
A birra do seu filho é extremamente comum. Essa é a maneira como as crianças pequenas lidam com sentimentos difíceis. Saiba mais! A birra do seu filho pode surgir a [...]














